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LITERATURA
 
   
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DMAE BITARTARATO - Uso Oral

Descrição
DMAE (Dimetilaminoetanol) ou Deanol é um composto precursor da colina e acetilcolina, normalmente produzido no cérebro humano (4). Apresentado na forma Bitartarato, o DMAE consiste num pó cristalino branco, solúvel em água e insolúvel em etanol (laudo do fabricante). Pode ser usado na forma de suplemento, via oral.

Propriedades
DMAE possui efeitos significantes na função cerebral, melhorando aspectos como concentração e capacidade de aprendizado. Além disso, exerce benefícios na fisiologia do resto do corpo, e contribui para melhorar a qualidade do sono e do humor. Sua absorção se dá pelo trato gastrintestinal. Estudo mostrou que a suplementação oral de DMAE causou aumento dos níveis plasmáticos de colina (4).

Função cerebral
DMAE melhora a função cerebral, mesmo em baixas dosagens, proporcionando uma estimulação suave e contínua sem efeitos colaterais, favorecendo a inteligência e a energia física (3).

Devido a sua facilidade em atravessar a barreira sangue/cérebro, DMAE pode aumentar a concentração de colina nos tecidos cerebrais (1). A administração de DMAE a ratos via oral ou injetável resultou em aumento significante nos níveis de colina no sangue e cérebro (4).
A colina (ou sua precursora) dentro das células é convertida em fosfatidilcolina, usada na construção e reparo das membranas celulares, especialmente no cérebro (2). Os níveis de acetilcolina no cérebro podem ficam aumentados com o uso de DMAE. A acetilcolina é um dos mais importantes neurotransmissores envolvidos na memória, aprendizagem e processo de pensamento (4).

Estudos atestam que, após seis semanas de suplementação com DMAE, estudantes foram capazes de se concentrar melhor em aulas e exames. DMAE estimula suavemente o SNC, e melhora o fluxo inter-hemisférico de informação através do Corpus Callosum do cérebro, desta forma melhorando a criatividade e a fluência verbal.

Outro efeito de DMAE é reduzir a acumulação e facilitar a eliminação de lipofucsina no cérebro e demais tecidos neuronais (1). Indivíduos que usaram DMAE durante seis semanas reportaram ausência de dores de cabeça e depressão associada com as ressacas (1).

Hiperatividade
A hiperatividade e os problemas comportamentais da Desordem do Déficit de Atenção (ADD, na sigla em inglês) podem ser atenuados com DMAE, pois este reduz a agressividade e melhora a capacidade de aprendizado (1, 4). Além de diminuir a hiperatividade, a terapia com DMAE proporcionou aumento de duração da atenção, decréscimo de irritabilidade, melhor habilidade estudantil, e em alguns casos aumento de QI. (4)

Resultados similares foram obtidos com 500 mg/dia de DMAE no tratamento de 74 crianças com problemas de aprendizado, inclusive muitas hiperativas. DMAE é uma alternativa eficaz e segura para o tratamento de problemas de aprendizado e comportamento como ADD e hipercinesia, que normalmente são tratados com anfetaminas ou drogas semelhantes a anfetamina. (5)

Discinesia tardia
O uso prolongado de tranqüilizantes pode ocasionar o aparecimento de discinesias crônicas, inclusive a discinesia tardia. DMAE pode exercer um efeito favorável nesses casos (1, 4). Num estudo clínico, sete pacientes tratados com DMAE exibiram melhora dramática, nove pacientes tiveram melhora moderada mas significante, e 13 pacientes não mostraram melhora (4).

Alzheimer e demência senil
Graças a seus efeitos colinérgicos, DMAE pode ajudar nos casos de mal de Alzheimer e demência senil.

Um estudo clínico mostrou que 10 de 14 pacientes senis exibiram redução de depressão, irritabilidade e ansiedade, e aumento de iniciativa de motivação. No entanto, a memória e função cognitiva não melhoraram. DMAE é eficaz em pacientes com disfunção suave a moderada, mas não em casos avançados de declínio mental. (4)

Qualidade do sono e do humor
Os efeitos de DMAE foram reportados para melhorar a qualidade do sono. Após seis semanas de tratamento, os indivíduos reportaram melhor lucidez ao se levantarem de manhã. Outro efeito reportado foi a melhora da motivação e energia física durante o dia em pessoas com insônia (1).
DMAE pode induzir melhoras no humor. Após o tratamento, os indivíduos reportaram uma melhora no humor em geral, tornando-se mais afáveis.

O uso de 1.200 mg/dia de DMAE por cinco semanas permitiu melhor controle da reatividade ansiosa. (1)
Estudo com 100 pacientes demonstrou que DMAE pode ajudar a aliviar a fadiga crônica e depressão suave, graças a seus efeitos sobre a energia física e a motivação. Melhoras na personalidade e diminuição da insônia também foram notados. (5)

Fisiologia corporal
DMAE atua como um estabilizador das membranas celulares. A degradação das membranas foi proposta como sendo um dos principais mecanismos do envelhecimento (2). O uso de DMAE aumenta a concentração de colina na corrente sangüínea e sua entrada em outros tecidos (1).

Dentro das células, a colina é convertida a fosfatidilcolina, que é usada na formação e reparo da membrana celular, especialmente no cérebro (2). Pessoas que usam DMAE reportaram aumento em seus níveis de energia (1).

Principais interações
Para melhorar o aprendizado, concentração, memória, criatividade e fluência verbal (1);
Nos casos suaves ou moderados de mal de Alzheimer e demência senil (4);
Para aliviar os problemas associados à Desordem do Déficit de Atenção (4);
Efeito favorável nos casos de discinesias crônicas (inclusive discinesia tardia) (1, 4).

Outras indicações
Melhora a qualidade do sono e o dia de pessoas com insônia (1);
Induzir melhoras no humor, e reduz e alivia os sintomas de ansiedade (1);
Reduz a apatia e aumenta a motivação em pessoas com depressão (1);
Aumenta a produção de energia do corpo (1);
Aumenta a tolerância aos efeitos prejudiciais do álcool, reduzindo severidade de ressacas (1);
Melhora o comportamento e a função mental de crianças com a síndrome de Down (1).

Posologia
A dosagem usualmente recomendada é de 100 mg, 1 ou 2 vezes ao dia. Os efeitos de DMAE começam a aparecer após 2 a 4 semanas de uso (4). Pode-se lentamente aumentar a dosagem para até 500 mg ou 1.000 mg/dia, de acordo com a necessidade, em doses fracionadas (3, 4, 5). Quando usado em combinação a drogas colinérgicas, DMAE deve ser usado na quantidade de 1/10 da dosagem usual (5). Aplicar o fator de correção para a forma Bitartarato.

Toxidade/efeitos adversos
DMAE pode induzir o efeito de "sonhos lúcidos" em alguns pacientes (1). Dosagens elevadas podem ocasionar insônia, dores de cabeça ou tensão muscular, que desaparecem quando a dosagem é reduzida (3, 4). Não foram reportados efeitos adversos sérios com o uso de DMAE e o mesmo é considerado relativamente não-tóxico (3, 4).

A superdosagem contínua causou tensão nos músculos do pescoço, mandíbulas, pernas e outros. Num estudo, seis pacientes com mal de Alzheimer se retiraram do tratamento devido à ocorrência de torpor, confusão e leve aumento na pressão sangüínea (4).

Precauções/contra-indicações
DMAE deve ser usado com precaução em pessoas com história de desordens afetivas (4). Não deve ser usado por epilépticos ou por pacientes com depressão bipolar (3). DMAE interage com medicação colinérgica ou anti-colinérgica (4).

 
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